Pastéis de Feijão
Ingredientes:
Para 30 pastéis
Massa:
- 250 g de farinha
- 2 colheres de sopa de manteiga ou de margarina
- 1,5 dl de água
- sal
Recheio:
- 500 g de açúcar
- 100 g de feijão branco cozido
- 25 g de amêndoas
- 6 ovos
- 6 gemas
- farinha
- açúcar em pó
Pastéis de Feijão
Confecção:
Deita-se a farinha numa tigela e junta-se-lhe a manteiga derretida, uma pitada de sal e a água. Trabalha-se muito bem até formar uma bola. Tapa-se a massa com um pano seco e sobre este coloca-se um outro molhado, mas bem espremido, e deixa-se a massa descansar um pouco.
Entretanto, pelam-se as amêndoas e ralam-se. Passa-se o feijão pelo passador. Juntam-se as amêndoas ao puré de feijão e adicionam-se os ovos inteiros e as gemas passados por um passador de rede.
Leva-se o açúcar ao lume com um pouco de água e deixa-se ferver até atingir ponto assoprado (39º Baumé ou 115º C). Adiciona-se o xarope ao preparado de feijão, amêndoas e ovos. Mistura-se muito bem.
Enquanto o recheio arrefece formam-se forminhas de queques com a massa preparada e estendida fina. Enchem-se com o recheio, polvilham-se com um pouco de farinha e depois com açúcar em pó.
Levam-se a cozer em forno quente (225º C) durante cerca de 25 minutos.
Um pouco de história
Nos finais do século XIX, vivia na Vila de Torres Vedras uma ilustre senhora, D. Joaquina Rodrigues, que possuía uma receita de uns deliciosos pastéis, feitos com requintes de mestria, com que brindava os seus familiares e amigos.
D. Maria aprendeu muito bem a lição e passou a fabricar os pastelinhos por encomenda, sendo ela a primeira pessoa a comercializá-los.
No entanto, a receita também foi divulgada entre os familiares de D. Joaquina e, assim, uma parente de nome Maria Adelaide Rodrigues da Silva, na intimidade conhecida por Mazinha, também aprendeu a arte de fabricar os pastéis de feijão.
A gentil Mazinha, como era conhecida por todos, casou entretanto com o Sr. Álvaro de Fontes Simões, alcunhado de Pantaleão, que decidiu explorar comercialmente os doces. Assim, nasceram os pastéis de feijão da marca “Maria Adelaide Rodrigues da Silva”, que alcançaram um estrondoso sucesso que se estendeu para muito além da região de Torres Vedras.
Posteriormente, começaram as pastelarias da terra a dar fabrico próprio aos famosos pastéis, segundo receitas da sua autoria, mas sempre com a amêndoa e o feijão por base.
Por volta de 1940, um filho do Sr. Álvaro Simões, Virgílio Simões, montou uma fábrica especificamente destinada ao fabrico dos pastéis. Nasciam os muito conhecidos pastéis “Coroa”. Esta fábrica incrementou de tal modo a produção que o seu proprietário decidiu mecanizá-la.. Em 1973, já trabalhavam na fábrica 14 empregados e eram produzidas 250 dúzias diárias.
De seguida, uma irmã do Sr. Virgílio e igualmente enteada da “Mazinha” , a D. Vigília, criou uma nova fábrica, que baptizou de “Brazão”, o seu apelido matrimonial. Tendo cessado a laboração em 1960, a marca seria vendida já nos anos 80, passando os pastéis a ser fabricados no lugar do Bonabal, agora com o rótulo de “Brazão”.
Em meados do século, o pastel de feijão tinha-se assumido universalmente como o doce de Torres Vedras.
Devido ao desenvolvimento das indústrias artesanais, existem, actualmente, em Torres Vedras várias fábricas de Pastéis de Feijão.
Deixamos os ingredientes para que não restem dúvidas e convidamo-lo a provar este óptimo doce cujo processo de certificação está a dar os primeiros passos.
Ingredientes para 24 Pastéis de feijão :
500 gr de açúcar pilé
125 gr de polme de feijão branco
125 gr de miolo de amêndoa
12 gemas de ovo e uma pitada de sal

















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